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A Revolução Francesa hoje

6 de julho de 2011 Sem Comentários

Os ecos revolucionários de 1789 atingiram, em pouco tempo, todo o planeta. Os ideais iluministas de liberdade, igualdade e fraternidade se converteram em princípios universais. Entretanto, cada época e cada sociedade interpretaram aqueles valores conforme sua história e seus interesses. Os ideais da revolução Francesa eram universais, mas a sua concretização depende de condições particulares de cada sociedade.

Os alunos do 8º ano estudaram a Revolução Francesa do século XVIII e dessa forma, foi possível realizar em três grupos a elaboração de cartazes sob os temas de Liberdade, Igualdade e Fraternidade realizando uma reflexão nos dias de hoje e especialmente no Brasil. Os alunos utilizaram imagens, frases, poesias e músicas para preencher os cartazes e também, deixaram uma mensagem de mudança positiva para todo este processo.

LIBERDADE: Em maio de 2007, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, se negou a renovar a concessão de funcionamento à RCTV (Rádio Caracas Televisión), a rede de televisão de maior audiência no país e forte opositora do governo chavista.

No Brasil e em outros países, o voto é obrigatório. O cidadão pode ser multado e ter alguns direitos cassados pelo Estado caso não compareça às urnas para votar ou justificar sua ausência.

IGUALDADE: As minorias étnicas ainda lutam para conquistar igualdade de direitos em muitos países. No Brasil, por exemplo, em 2003, apenas 3,6% dos alunos matriculados no ensino superior eram negros, mesmo afrodescendentes representando 45% da população total do nosso país.

A tentativa de reverter esse quadro de exclusão levou à criação do sistema de cotas. Várias universidades públicas, como a Universidade Federal de Brasília (UFBA) e a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), aprovaram a reserva de vagas a candidatos que estudaram em escolas públicas e, entre eles, uma cota especial para os que se declaram negros, pardos ou indígenas.

A política de cotas divide a sociedade. Os que criticam a medida alegam que ela reafirma a divisão racial e camufla a raiz do problema, que é a desigualdade social e a má qualidade do ensino público no Brasil. Os que apóiam alegam que é a única ação concreta até o momento para garantir aos negros a igualdade de direitos garantida pela Constituição.

FRATERNIDADE: Defendemos que a democracia, a liberdade e o direito à vida devem ser defendidos em qualquer sociedade. Contudo, desde 2003 o Iraque está ocupado por tropas norte-americanas, o que já causou a morte de milhares de pessoas.

Os Estados Unidos justificam a ocupação declarando que seu interesse é implantar e consolidar a democracia no Iraque. Mas a democracia poder ser implantada pelo fogo das armas?

Os iraquianos professam crenças e valores culturais muito diferentes dos nossos. É democrático querermos impor o modelo político ocidental nos países do Oriente? A democracia é o objetivo real da ocupação?

Respeitar o princípio da fraternidade é saber conviver com as diferenças, é solidarizar-se com o sofrimento de outros povos.

FONTE: Projeto Araribá, Editora Moderna, pg. 116 e 117.

 

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