Contexto Geral
Vivemos em uma sociedade em constante transformação. As tecnologias ganham espaço em todas as áreas em numa velocidade exponencial. A informação está disponível ao indivíduo com apenas um toque em seu dispositivo eletrônico. E como a escola evoluiu ao longo dos anos?

A resposta é simples!

No Brasil, a evolução caminha a passos muito lentos.
Ainda mantemos salas de aulas tradicionais! Ainda temos professores detentores de conhecimento que são transmissores de conteúdos, que exigem uma rígida disciplina em sala de aula, que não permitem que os alunos opinem ou até mesmo, questionem.

Entretanto, há excelentes iniciativas e muitas escolas começam a buscar experiências de sucesso em outros países e trazê-las para a sua realidade.
Há um caminho enorme a ser percorrido!

O Colégio Santana, que tem uma história de 125 anos na área da educação, deixou a proposta de uma aula em que os conhecimentos eram transmitidos apenas pelo professor, para uma metodologia em que o espaço educacional fosse ativo, dialogado, interativo e que houvesse conexão com a sociedade.

Entretanto, há novas mudanças acontecendo no mundo da Educação e o Colégio Santana está acompanhando e agregando essas mudanças em sua prática.

Do que falam essas mudanças?
A principal mudança é o lugar de aprendizagem do aluno. Não se pode mais pensar em uma sala de aula convencional onde o aluno é o agente passivo de sua aprendizagem. Não é mais aceitável que o professor fale e o aluno apenas execute. Os novos modelos de aprendizagem evidenciam que o aprender está na troca, no compartilhar das ideias, na busca da informação em diferentes meios, na correlação dessas informações e na construção dos conceitos para chegar a um conhecimento, sempre com seus pares, sempre com seus grupos e com a mediação do professor, como o articulador deste processo.

É papel do professor, provocar propor, indicar, incitar o aluno ao conhecimento, trazer a tecnologia para a sala de aula, responsabilizar o aluno pela busca do conhecimento, ajudar o aluno em sua autonomia e a colocá-lo no centro da aprendizagem. É uma grande mudança de paradigma na educação. A princípio tem-se a impressão de uma inversão de papeis, mas é cada vez mais evidente, e as pesquisas comprovam, que a aprendizagem é carregada de significado se existe participação efetiva na execução de seu processo. É a realidade do “mão na massa”.

O professor é o articulador da sala de aula! É ele quem deve organizar e delinear o fio condutor da criação de um conceito que se deseja estudar. A construção é conjunta! O aluno tem participação ativa nesse processo. Tarefa riquíssima quando se têm várias cabecinhas à sua frente!

A sala de aula perde o seu formato e o seu espaço regular. O espaço físico passa a ser qualquer espaço da escola em que os alunos possam trabalhar, se movimentar, construir, criar. Consideramos aqui, como espaços de aprendizagem, todos os espaços da escola: pátio, salas, salões, laboratórios, jardins, quadra etc. Qualquer lugar em que se possa agrupar os alunos e realizar uma proposta de trabalho é um espaço de aprendizagem. Desta forma, o professor precisa se apropriar desses novos espaços e passar a encará-los em todas as suas potencialidades.

A avaliação também obtém um novo caráter. Ela é o instrumento que vai possibilitar ao professor a personalização da aprendizagem, visto que cada aluno aprende de uma forma e com melhor desempenho em uma ou outra área do conhecimento. De posse dos resultados obtidos pelo aluno, o professor elabora diferentes possibilidades para o aluno alcançar os objetivos propostos para aquela disciplina.

O jovem vive em um mundo altamente tecnológico, rodeado de informações dinâmicas e que são provenientes de diferentes fontes. A escola, em geral, não acompanha esse ritmo e, é por isso, que ela é tão desinteressante para os alunos. Nas escolas, o aluno não pode brincar, não pode correr, não pode se sujar, não pode usar o celular, não pode usar a internet… não, não, não… Ele tem acesso ilimitado a tudo, fora da escola, o que torna o nosso desafio, maior ainda! Nossas aulas precisam contagiar nossos alunos e temos que aproximar e fazer o bom uso desses recursos que estão aí, à nossa mão.

A tecnologia é parte integrante dos processos de aprendizagem. Ela é fonte de troca, de pesquisa, de compartilhamento. As novas modalidades de ensino já pressupõem a utilização da tecnologia. O computador, o tablet e os celulares estão nas mãos dos alunos. Cabe ao professor extrair a sua melhor utilização em favor da aprendizagem.

A Gestão e a Cultura Escolar também vão se adaptando a este novo modelo de transformação educacional. Novos papeis e novos lugares devem ser encarados como novas perspectivas de aprendizagem. Tudo passa a ser pensado para que o aluno seja deslocado de sua posição de passividade, para uma posição de atitude. É pelo aluno e para o aluno que as ações da escola são desenhadas em seu projeto pedagógico.

Para enriquecer essas mudanças, vários modelos de ensino podem ser aplicados.

Nós, do Colégio Santana, apostamos em um destes modelos e o estamos aplicando gradativamente em nossa escola: o Ensino Híbrido, que é apresentado em quatro formatos, conforme os indicativos abaixo.
O modelo de Rotação por Estações de Trabalho é um modelo de ensino e aprendizagem em que a forma como estão dispostas as estações de aprendizagem definirá a estrutura deste modelo e cada estrutura pode estar organizada de diferentes maneiras. Como configuração, Bailey et al. (2013) sugerem que, para a estruturação de estações de trabalho, com um número mínimo variável, deve-se observar que pelo menos uma tem que ter um contexto on-line; o número de estudantes por estação pode variar de acordo com o tamanho do grupo para o aprendizado; deve haver uma análise do tamanho do grupo versus o tempo que ocorrerá a rotação nas estações; a presença de profissionais capacitados para apoiar uma ou mais estações de aprendizagem e, por fim, que esse modelo utilize o mínimo da estrutura da sala de aula tradicional.

Neste modelo de Ensino Híbrido por Rotação Individual, o aluno passa por diversas estações, pontos específicos na sala de aula, para aprender, e o professor pode aplicar esse modelo no ensino em uma disciplina, por exemplo, na Matemática, as quatro operações, ou ainda em um conteúdo específico, por exemplo, a multiplicação. Para aplicar o modelo, o professor organizará a sala com pontos específicos, com uma programação fixa, para que os alunos possam fazer um rodízio nesses pontos, em um tempo que poderá ser estabelecido por ele ou até que o aluno cumpra o objetivo da aprendizagem da estação. Um desses pontos específicos determinados deverá ser uma estação para aprendizado on-line e os outros podem incluir atividades, como instruções para pequenos grupos ou toda a classe, projetos em grupo, tutoria individual ou ainda tarefas escritas (STAKER; HORN, 2012).

A estrutura do Laboratório Rotacional é bastante simples. O grupo de alunos é dividido em dois grupos que realizam atividades relacionadas ao mesmo tema, em locais diferentes. Parte do grupo permanece na sala de aula, ou outro espaço de aprendizagem e o outro grupo realiza a proposta no laboratório de tecnologia. Passado o tempo estabelecido para a realização da proposta, os grupos invertem os locais. O fechamento da atividade pode ser feito, ao final da realização da proposta, todos juntos, na sala de aula.

A Aula Invertida, (Flipped Classroom), é um modelo de rotação na qual os alunos estudam, previamente, os conteúdos de modo on-line e através de outros materiais de pesquisa, em casa, ou em outro espaço escolhido por ele. Já, o tempo em sala de aula, é reservado para atividades de aprendizagem com o acompanhamento do professor (HORN; STAKER; CHRISTENSEN, 2014). A sala de aula é utilizada para a realização de exercícios, atividades em grupo, realização de projetos. O professor aproveita para tirar dúvidas, aprofundar o tema, estimular discussões e fechar os conceitos daquilo que foi proposto para o estudo. A proposta de aula invertida, enviada aos alunos, deve ser através de um vídeo curto (amador), elaborado pelo professor com questões problematizadoras (1 ou 2 questões apenas) para as quais os alunos devem buscar respostas em seus estudos individuais. Esta inversão é muito mais do que uma mudança nos horários e dos espaços físicos. Trata-se de um processo de aprendizagem que se realiza de fato, de maneira diferente, com a vantagem de o aluno aprender de forma mais personalizada, com autonomia para desenhar, programar seu aprendizado na valorização de suas habilidades e competências, tendo o professor como um facilitador do processo de aprendizagem.

Personalização da Aprendizagem
Para nós, é preciso olhar para o aluno em todas as suas particularidades. Esse olhar implica em conhecer as suas dificuldades e suas potencialidades.

Ninguém melhor que o professor, que está em contato diário com o aluno, para identificar o que é habilidade do seu aluno e o que ele precisa desenvolver para que o aluno consiga ampliar essa habilidade e, por consequência, atingir a competência necessária no domínio daquilo que é objeto de estudo.

É preciso organizar a aula de modo que haja tempo para essas atividades individualizadas. A retomada de uma avaliação pode ser individual, por exemplo. Ela fala particularmente ao aluno. O professor indica onde está o erro e o quê o aluno precisa fazer para intensificar seus estudos para suprir aquela dificuldade. É um trabalho que demanda tempo e muita organização do professor. Da mesma forma, o professor, percebendo que o aluno, tem domínio pleno de determinado conceito, deve trazer novas propostas para o aluno, mesmo que o restante da classe ainda não esteja no mesmo conceito.

Mais uma vez, o Ensino Híbrido se apresenta como uma potente ferramenta de personalização de aprendizagem, visto que o professor acompanha e observa o desenrolar da aula, em cada uma das estações e como está o desempenho do seu aluno nesse processo.

O Colégio Santana, adota o Sistema de Ensino Poliedro, da Educação Infantil ao Ensino Médio.

Parece haver uma contradição quando falamos em protagonismo do aluno e sistema de ensino, porém , o que deve ficar claro aqui é que o que muda é o como se trabalha. O sistema de ensino garante o currículo que é previsto para cada uma das etapas de formação do aluno e o nosso investimento está em tornar essa aprendizagem significativa, adotando metodologias em que o aluno seja o protagonista do processo. Desta forma, garantimos o currículo de uma forma em que o aluno participa de um novo processo de aprendizagem.
A plataforma do Sistema Poliedro cerca o aluno de possibilidades de uma busca autônoma de novos conhecimentos. É o aluno em ação, em movimento!
Isso não quer dizer que o aluno, a partir de agora, vai ter que aprender sozinho e sim, que ele está diante de novas possibilidades, existentes em um novo momento histórico da educação, em um contexto tecnológico que avança rapidamente e que a sala de aula é também um local diferente. Essa construção está em processo e a sala de aula passa a ser um local de debates, de trocas de informações, de construções coletivas, de formulação conceitual e de sistematizações.

É importante que o aluno traga suas experiências, suas vivências, seus conhecimentos, questionamentos, dúvidas e conclusões ao seu grupo. Imagine o quanto mais rico podem ser o ambientes de aprendizagem com tantas informações, provenientes de tantas fontes e de tantas cabeças, sendo discutidas e argumentadas em grupo!

Abaixo, você encontra um pequeno descritivo da plataforma Poliedro. Cada segmento apresenta adaptações, de acordo com a faixa etária do grupo.

Poliedro
O Sistema de Ensino Poliedro e sua Plataforma P+, oferecem ao aluno diversos recursos e possibilidades de organização de estudos.

O aluno que utiliza esses recursos, pode organizar sua agenda, criar planos de estudo para o seu dia / semana / mês, determinar recursos que quer utilizar, acompanhar seus resultados nos simulados e realizar atividades propostas pelos seus professores.

Além disso, estão à disposição do aluno, as aulas em Vídeos, de diferentes disciplinas a Biblioteca Digital, onde o aluno pode realizar pesquisas simples e avançadas, o Balcão de Redações, com acesso aos temas de redações dos anos anteriores, o Leia Agora, com matérias atualizadas e interessantes, atualizadas mensalmente, o 60 Minutos que é um material digital, com artigos de cada uma das edições do material Poliedro, o Acervo de Vestibulares, com materiais dos anos anteriores, de dezenas de Universidades, para download e os Artigos Complementares, para ampliação do repertório dos alunos.